Neste programa de estréia de uma série de oito, apresentamos o trabalho de pesquisa realizada por AmadeuZ, da dAdA RAdiO. No cardápio, um rastreamento dos diversos selos de música livre existentes no mundo: uma ode a expressão musical e artística livre, com base em direitos ou licenças copyleft. Pela livre troca de conhecimentos e experiências e por uma outra forma de ouvir e difundir sons!!!
AmadeuZ começa com o grupo My First Trumpet, do selo alemão Aerotone, com o tema: “we are a netlabel and we love melancholic music”. Se realmente é melancólico não sabemos, mas a música é boa, tem presença marcante em construções muito bem arranjadas, criando atmosferas muito interessantes.
O segundo selo que vocês ouvirão é o japonês Bump Foot, criado e organizado pelo japa Tatsu, capturando gente de todo mundo e com seus dois lados bump [Techno, House] e foot [Ambient, IDM, Electro Pops, Jazz etc]. Deste selo apresentamos quatro trabalhos: 1) do brasileiro e paraibano Chico Correa, com sua “Chico Correa & Electronic Band“; 2) do japão, Postom, com sua mistura da eletrônica, ambient e elementos da música japonesa tradicional; 3) Keyray, trazendo uma produção eletrônica com base em samples de jazz e uma beat marcante e 4) produção sonora de Alejandro Nava a.k.a. Pics Frunk, de Buenos Aires para Tokyo e de Tokyo para o mundo, com sons passeando pelo downtempo, drum’n’bass, experimental, industrial [salve Bump Foot!].
Continua …
O próximo selo apresentado, o Imnotok [de Zurich - Suiça] é bastante conhecido, contando com um grande acervo de música livre, principalmente nas linguagens do Hip Hop e eletrônico. A amostra é somente um aperitivo, uma degustação, com cINCH e duas faixas escolhidas de seu EP Stable.
Mudando e fazendo crescer a atmosfera musical, apresentamos o excelente selo frânces eDogm, numa coletânea intitulada Delocalized, em que ouviremos os grupos Bazaar, Liliom e Fedaden.
Para fechar esta edição com chave de ouro, Le Piocheur, endosso a palavra do excelente comentarista português de netlabels Bruno aka MrCool (por sinal, neste tema os “Tugas”, como eles mesmos se chamam, ainda dão banho na gente …) “Um dos trabalhos que mais me impressionou (nem sei se isto é bom ou mau) nos últimos tempos. Uma coisa é certa, Le Piocheur surpreendeu-me e isso é algo que há muito não me acontecia. Altamente recomendado”… jazz, jungle e muito peso …
ATÉ A PRÓXIMA!!!
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