Palestra com Marcus Bastos
Sábado 31 de maio de 2008 às 18:00
Título:
“O dia em que a terra parou… e as informações continuaram a circular”.
Resumo: “A palestra vai apresentar os principais projetos desenvolvidos com mídias portáteis.
Em cidades que são cada vez mais aglomerações humanas localizadas em áreas geográficas
circunscritas, com prédios e avenidas por todos os lados, a cultura digital produz espaços por onde os torpedos SMS e MMS chegam antes que os motoboys, enquanto as pessoas presas no trânsito recenbem conteúdo RSS em Palms WAP. A forma como seus habitantes se comportam muda com o surgimento de celulares GSM, que armazenam vídeo em formato 3GP. No sinal vermelho, trocam a pasta de mp3s, no iPod carregado via bluetooth antes de sair de casa. Finais-de-semana, jogam games GPS entre ruas e avenidas vazias.
Neste contexto, textos, imagens e sons tornam-se ubíquos, com o surgimento de aparelhos portáteis como os PDAs e os cada vez mais turbinados telefones celulares, explosivos em todos os sentidos da palavra. Em forma de código, circulam por todo canto. Espalham-se próximos ao corpo, ou distribuem-se pelo espaço físico.”
Marcus Bastos é doutor em Comunicação e Semiótica e professor da PUC-SP. Seus projetos mais recentes são o curta-metragem “livre/os radicais”, realizado com recursos do Programa Petrobrás Cultural 2005 / 2006, e o vídeo interativo “Interface Disforme”, lançado na FIAT Mostra Brasil. Entre as principais publicações estão “Digital and Wild: Beyond “Generative / Emergent” and “Locative /Performative”, em parceria com Ryan Griffis (Leonardo Electronic Almanac, MIT Pres), “Remix como polifonia e agenciamentos coletivos” (no livro Territórios Recombinantes, Instituto Sérgio Motta / Imprensa Oficial do Estado), “A cultura da reciclagem” (no livro Cultura em
Fluxo, Editora da PUC-MG) e “33: decifro-me e você devora…” (revista Trópico). Coordena, com Giselle Beiguelman, o Grupo de Pesquisa CNPq “Net Art: Perspectivas Críticas e Criativas”.
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